Foi por essa época que começou uma movimentação fora do comum na casa em que Sofia morava. Sua tutora a chamara e lhe ordenara que cuidasse com muito mais zelo da cada e dos objetos de decoração, deixando tudo muito limpo e brilhante para uma grande festa que seria dada em homenagem a um jovem que estava voltando ao Brasil, após estudar muitos anos no exterior.
Sofia tentou saber, pelos outros empregados da casa, quem era aquele jovem para quem estava sendo preparada uma festa tão grandiosa, para a qual, pelo que ouvira dizer, estava convidada apenas a alta sociedade local. Mas ninguém sabia dizer-lhe.
Foi Vovô quem lhe esclareceu a identidade do rapaz: tratava-se do neto de um amigo seu, extremamente rico, para quem sua nora estava preparando uma “armadilha” (Vovô riu, ao dizer esta palavra), querendo que ele se case com uma de suas netas. “Pobre rapaz! (e Vovô riu novamente). Mal sabe o que o espera!”