— O senhor ainda não me disse o seu nome e eu não o sei, porque sempre ouço chamarem o senhor de “vovô”.
Sofia estava na biblioteca com o velho, na primeira tarde em que passaria sem trabalhar, lendo somente, como ele lhe prometera.
— Pois eu gostaria que você me chamasse também de vovô. Você se incomoda? — disse ele, olhando-a nos olhos para ver bem a sua reação.
Um brilho iluminou todo o rosto de Sofia, ao mesmo tempo em que um imenso sorriso surgia.
— É claro que não me importo! — respondeu a menina. Na verdade, eu adoraria poder chamar o senhor de vovô, já que nunca conheci os meus avós.
— Pois estamos combinados. A partir de hoje você só me chama de vovô, está bem?
— Está sim, vovô! — e pronunciando esta última palavra pela primeira vez com o sentido dirigido a uma pessoa, Sofia encheu a boca para falá-la.
E a partir desse dia Sofia, orientada pelo Vovô, passou a viver todas as tardes mergulhada na leitura de livros.